Espaço Político

18 out
2017

Hospital da Restinga demanda recursos para abrir UTI e Bloco Cirúrgico


Com instalações novas, local conta com equipe formada por mais de uma centena de profissionais da saúde

Os vereadores André Carús (PMDB) e Aldacir Oliboni (PT), presidente e vice da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal, visitaram hoje o Hospital Restinga e Extremo-Sul (HRES) para conhecer as instalações e avaliar as condições de atendimento prestado aos usuários da rede municipal da região Sul e Extremo Sul da capital. No local, eles constataram a necessidade de ampliação de serviços, entre eles a abertura de uma UTI, Bloco Cirúrgico e Maternidade, esta demandada pela comunidade da região.

De acordo com o médico Luiz Antonio Mattia, que faz a relação institucional do HRES com a Comunidade e Secretaria Municipal de Saúde, a viabilidade da maternidade, “diante de outras necessidades mais urgentes como a implantação da UTI e Bloco Cirúrgico, acaba, mesmo que necessária, ficando para segundo plano”. As informações foram confirmadas pela Gerente Assistencial, Andrea Volkmer, e pela Gerente Médica, Gisele Bastos.

Instalações

Inaugurado em 2014, atualmente o HRES mantém 25 leitos de emergência (adulta e pediátrica) e outros 62 leitos de internação, sempre priorizando os casos mais graves. Também recebe pacientes para consultas em especialidades, nas áreas da oftalmologia, clínica geral e infectologia, com cerca de 2 mil atendimentos mensais. O hospital dispõe de equipamentos de alta tecnologia para tomografia, ecografia, raio-x e mamografia. “São disponibilizados 350 exames de mamografia mensais, dos quais 250 são, efetivamente, feitos”, explicou a médica Gisele Bastos, ressaltando que a diferença “se dá muito em razão do não comparecimento de pacientes agendados”.

Com estrutura física nova e qualificada, os vereadores ouviram dos gestores que o problema não é de pessoal. Ao todo 100 médicos atendem no local, apoiados por 260 profissionais das áreas de enfermagem, nutricional, fisioterapia, administrativa e outras. “A nossa necessidade é, realmente, a ampliação dos contratos com a prefeitura para que seja possível efetivar a abertura da UTI, que, necessariamente, por lei, precisa de ao menos uma sala de bloco em funcionamento 24 horas”, destacou a Gerente Médica do HRES.

No local, ainda funciona uma Escola de Gestão, que promove cursos de qualificação para profissionais que já atuam na área, vindos de todo o Estado. A ação é financiada pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), dirigida ao fortalecimento do SUS em parceria com hospitais filantrópicos de qualidade reconhecida.


Orçamento

Como a Câmara Municipal irá se ater, nos próximos dias, à discussão do Orçamento para o ano de 2018, Carús e Oliboni solicitaram aos gestores do HRES que lhes enviem o estudo, já realizado e encaminhado à Secretaria da Saúde, que contém os custos mensais e demais elementos técnicos necessários para a ampliação dos serviços, incluindo a demanda da comunidade pela implantação da área de maternidade. “Dessa forma podemos estudar e propor emendas ao Orçamento para se não suprir na totalidade, buscar parte desses recursos nos 12% a mais previstos no projeto do governo para a Saúde”, disse Carús.

As visitas, que também eram previstas, em outras duas Unidades Básicas da região foram canceladas. O motivo foi a greve dos municipários. Acompanharam a reunião externa da Cosmam, a Gerente Distrital da Secretaria Municipal da Saúde, Rosana Meyer Neibert, Nelson da Silva, do Movimento Pela Saúde da Restinga, Nídia Albuquerque, presidente da Associação de Moradores da Restinga e presidente do Conselho Distrital de Saúde, e, Lúcia Goulart, assistente social e moradora da região.

Fonte: Câmara Municipal de Porto Alegre
Texto: Milton Gerson (reg. prof. 6539)
Edição: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)

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