Espaço Político

12 mai
2016

Senado aprova processo de Impeachment contra Presidente Dilma Rousseff

Já era manhã desta quinta-feira, 12 de Maio de 2016, quando o placar eletrônico do Senado Federal apontou: SIM 55 /  NÃO 22
Estava ali definido a abertura do processo de Impeachment  contra a Presidente Dilma Rousseff.
Foram mais de 20 horas de sessão, onde discursaram 77 Senadores da República, dentre eles, Fernando Collor de Mello, que em 1992 também sofreu processo de Impeachment  quando então Presidente. Na ocasião, Collor renunciou ao seu mandato e o processo não chegou a ser sacramentado. Duas décadas depois, eleito Senador pelo estado de Alagoas, Collor votou a favor do processo de cassação de Dilma Rousseff.
Também votaram na sessão, os 3 Senadores eleitos pelo RS. Lasier Martins, contrariando a decisão do seu partido, o PDT, votou a favor do Impeachment, assim como Ana Amélia Lemos, do PP. Paulo Paim, do PT, votou contra o processo.

Com a decisão de hoje, Dilma Rousseff fica afastada da Presidência da República por até 180 dias, tempo que terá para fazer a sua defesa quanto às acusações de crime de responsabilidade fiscal (as pedaladas) e também da abertura de créditos suplementares sem aprovação da Câmara Federal. Durante este período, o então vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume a presidência. Após os 180 dias e apresentadas todas as defesas e acusações, será feita nova votação e aí sim será decidido então o processo de Impeachment que definirá se Dilma Rousseff é inocente e volta ao comando do país ou então se considerada culpada, é destituída oficialmente do cargo, perdendo seu mandato e cassados seus direitos políticos por 8 anos e assumindo oficialmente Michel Temer como presidente até o final do mandato, em 2018.

José Eduardo Cardoso – Advogado Geral da União. Responsável p/ Defesa da Presidente Dilma.

 Senadores que votaram a favor do Impeachment comemoram o resultado da votação.

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