Transporte

02 jun
2016

Resposta da empresa Trevo a respeito da saída da empresa Tinga da comunidade

Após a veiculação de nossa matéria no dia 31 de Maio falando a respeito do fechamento da garagem de ônibus da empresa Tinga e a mudança da mesma para a sede da Trevo, que fica fora da nossa comunidade, no bairro Cavalhada, e também do relato de um representante do movimento sindical dos rodoviários, sobre possíveis transtornos que esta mudança poderá causar e também de suas queixas a respeito do não cumprimento de alguns acordos fechados com a empresa, como por exemplo a não conclusão do novo espaço que servirá para abrigar os trabalhadores no terminal Nilo Wulff, a Trevo – Transportes Coletivos, emitiu a resposta para os questionamentos que havíamos encaminhado há quase uma semana a eles  e o qual não havia sido ainda respondido até o fechamento da matéria que foi ao ar.

Seguem abaixo as perguntas encaminhadas e suas respectivas respostas:

“Seguindo os princípios da transparência e da prestação de informações, tão relevantes ao funcionamento da sociedade democrática e, mais do que cientes de nosso papel de prestadores de serviço público, mas como sempre absolutamente comprometidos com a comunidade de nosso Bairro, abaixo respondemos suas questões:

1 – Há quanto tempo a empresa Tinga foi comprada pela Trevo? Como se deu esta negociação?

R: A Trevo é a operadora de remanescente do grupo de empresas que no início dos anos 1990 uniu-se, a convite da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, para resolver o sério problema de transporte então existente no Bairro Restinga, após a falência da Belém Novo. De lá para cá todas as demais empresas foram se retirando da sociedade, focando em suas atividades e regiões.

2 – O terreno da garagem já foi vendido? Podem nos dar mais detalhes? Para quem foi vendido e o que será feito no local?

R: Sim. Não temos autorização para revelar o comprador, mas podemos dizer que as informações que temos é que a área será destinada a atividade comercial.

3 – A informação que recebemos é de que o terreno onde está localizada a garagem é uma área pública, cedida pela Prefeitura de Porto Alegre nos anos 90 para a empresa se estabelecer. Neste caso, a empresa teve permissão para negociação deste espaço?

R: A informação é incompleta. Relata apenas a primeira parte do que ocorreu. A verdade é que para resolver o problema de transporte do bairro, tal como relatamos, a Prefeitura inicialmente realizou uma cedência. Mas depois disto ocorreu uma permuta, na qual nossa empresa adquiriu e trocou a área da Restinga por outra, localizada na Lomba do Pinheiro, tendo ainda que complementar a contrapartida com dinheiro. Como é comum neste tipo de situação, a Prefeitura e a Restinga Transportes Coletivos tiveram de obter chancela da Câmara de Vereadores da Capital.

4 – Como se dará o processo logístico com a saída da garagem aqui do bairro? Como os veículos terão que se deslocar diariamente da garagem da Trevo até a Restinga, isso não poderá acarretar em atrasos nos horários das tabelas? Como a empresa está se organizando quanto a isso?

R: A mudança está em andamento e vários ajustes ainda precisam ser feitos até que alcancemos a eficiência e a qualidade que obteremos quando concluirmos o projeto. Como parte do processo logístico, foi concedido tempo suficiente para os deslocamentos entre os terminais e a garagem, de modo que, conforme pode ser constatado em dados da EPTC, a Tinga segue dentro de seus padrões usuais de pontualidade.

5 – Alguns profissionais relataram que em conversa com a empresa, ficou acertado que a garagem só finalizaria suas atividades no momento em que no novo espaço, localizado junto ao terminal da Nilo Wulff, ficasse concluído, afim de que os rodoviários tivessem seu espaço para fazer suas alimentações e também descansar em seu horário de intervalo. Porém, este acordo não foi cumprido, pois o espaço ainda não está concluído e com isso os funcionários não têm onde realizar suas refeições nem descansar. Nem banheiro ainda tem e é preciso usar o banheiro público do terminal. Qual a previsão para conclusão desta obra?

R: Nossa intenção é sempre oferecer o maior conforto possível aos nossos colaboradores. Tínhamos a promessa de que receberíamos as novas instalações dos colaboradores a tempo para o dia em que iniciamos a operação conjunta na garagem da avenida Coronel Massot, no entanto fomos surpreendidos com um atraso de 5 dias. Portanto, o atraso na completa entrega do novo espaço dos colaboradores não excederá uma semana. Infelizmente, devido à logística da transferência entre as garagens (estoques, ferramentas, maquinários, equipamentos de TI, etc) não foi possível postergar a data da mudança. Por sorte contamos com a parceria e a compreensão da quase totalidade dos colaboradores, que entenderam que problemas ocorrem, e que o importante é solucioná-los e não prejudicar o serviço ao usuário.

6 – Existe alguma expectativa de aumento no número da frota para atender a demanda, cada vez maior dos moradores da nossa comunidade?

R: Desde o dia 22 de fevereiro deste ano houve o acréscimo de 5,9 % de oferta de lugares no bairro Restinga, que atualmente tem uma demanda de 13,6 % da oferta total da Bacia Sul. A Prefeitura Municipal de Porto Alegre define a oferta da cidade. No entanto, o cidadão deve sempre ter em mente que quanto mais ônibus houver, mais cara será a tarifa. O desafio do Poder Público é encontrar o ponto de equilíbrio entre o nível de oferta e o preço da passagem. Nós cumpriremos as definições.

7 – A empresa tem ou terá algum canal de comunicação com a comunidade e a imprensa? Quais?

R: Sim. Temos o site www.vivasulpoa.com.br, onde o usuário pode (dentre outras coisas) consultar os horários das linhas da Zona Sul, bem como imprimir os horários ou ainda salvá-los no celular. Há também o 0800.5413322. Recebemos e resolvemos dúvidas, reclamações, assim como encaminhamos todos os elogios recebidos.”

* Respostas enviadas por Rafael de Camargo Marques – Gerente Operacional – Transportes Coletivos Trevo S.A

Confira abaixo a matéria produzida que foi veiculada no dia 31 de Maio:

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